Agora sim, ouvindo Ryan e tentando voltar ao normal sem carrapicho e músicas de bois tocando consigo escrever sobre a tão falada viagem.
10 dias longe [e bota longe nisso] de casa, se fosse escrever um diário falando de cada dia já no primeiro perderia um bom tempo descrevendo a incrível sensação de ter a mala extraviada no aeroporto de manaus porque existem pessoas que não conhecem suas malas, e por isso ficar da 13 da tarde até as 22:30 sem poder tomar banho naquela cidade super fresquinha foi marcante, seguido disso, posso falar ainda que num intervalo inferior a uma hora estando lá, nosso taxi sofre uma batida, sendo 3 carros envolvidos e o nosso sendo o do meio, definitivamente não é bacana apagar e voltar com uma grade de uma singela ranger na nuca fazendo o siena que você se encontrava virar um palio [para que não entende vide google images, palio = versão hatch do siena, se ainda não entendeu desencana.].
Confesso que rolou um desespero em lembrar que esse seria somente o primeiro dia de uma inteira saga que prometia muito mais. Chegamos no albergue, lugar que realmente existia e por sinal era um lugar bem agradável, o primeiro alívio da viagem, já que você nunca tem certeza do lugar ou de coisas feitas pela net, sentamos, respiramos, e sentimos o clima quente ³³ e úmido ³³ que era o normal dalí. A partír daí as coisas pareciam se acalmar, a mala chegou, a dor no pescoço passou, a primeira impressão da cidade acho que posso descartar, já que ficamos no centro dela e vamos combinar que centro de nenhuma cidade se salva como um atrativo para turistas indicarem o lugar, simplificando essa parte, um comentário basta: parecia o largo treze. Uma coisa foda era estar a duas quadras do teatro, lugar lindão e que na primeira noite fomos ver, na rua, uma imensa estrutura estava montada, era dia de ópera, festival por sinal, e uma palavra pra ele, foda, foi lindo, tudo organizado e funcionando, melhor ainda foi acompanhar no calor da praça bebendo uma cerveja gelada [guardei a tampinha da primeira skol beats de manaus, ta aqui do lado =]].
Quer uma coisa marcante de lá? todo mundo dirigi MTO mal, do tipo, notavelmente mal, do tipo que todos os carros são batidos e não é exagero.
Dias vão passando…albergue vai enxendo e N design começa a dominar, [Ah! tinha outdoor do N em manaus!], enfim chega o dia, a corrida para o credenciamento e a corrida pra achar um lugar bom [entenda como menos pior] no campo pra montar a barraca, praticamente um rally de malas de viagem, mta grama e terra [mal sabia eu que deveria estar feliz quando era seco], depois de muito pensar armamos tudo, uma vila de senac/unesp se formou, e assim foi por 7 longos, quentes e úmidos dias.
Falando do N em si foi um puta evento, não bateu Floripa, claro, mas foi muito bom também, organização mandou muito bem, a grade tava bem bacana, overdose de palestras de caras fodas, e muito do senac citado em entrelinhas. Parte de comida agente pula né? volta pras festas, não foram das piores, nem das mais fodas, mas…temos mussolini…e ponto. Acho que a sensação geral foi de um grande R, conheci muuita gente bacana, tive comanda errada e enxi a cara de chop pagando 3 reais, andei muito naquele campus enorme, vi macaquinhos, não tinha coca azul, encontrei o sonoda, tirei foto com ele, fiquei pasma de ver o mc donalds custando 15 reais, corri com toalhas e colchões da chuva manauara, me sujei de barro horrores, ri litros, fiquei boba, fiquei bêbada, senti saudade, senti borboletas, senti sono, dormi, acordei, ouvi, vi, gostei.
N design manaus 2008, foi foda.
e ano que vem tem Pernambuco, e a guerra pro 2010 ser em SP.